A opção pelo modelo deve ser feita já em setembro, e permite transferência de crédito tributário às empresas que atuam no mercado B2B
Com a Reforma Tributária, as micro e pequenas empresas que fornecem para pessoa jurídica poderão optar pelo chamado Simples Híbrido. O modelo permite recolher o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) fora da guia única do DAS, e tem entre as vantagens a possibilidade de recuperação de créditos tributários.

A nova modalidade deve gerar mais competitividade aos negócios B2B, segundo Junior Rozante, CEO da RZ3, consultoria especializada em governança corporativa, planejamento tributário, estruturação financeira e planejamento estratégico para empresas em crescimento.
“As empresas podem aproveitar integralmente os créditos sobre insumos, energia, aluguel, serviços e demais gastos, inclusive transferi-los aos clientes, tornando a transação na cadeia produtiva mais atraente”, explica.
O executivo observa que essa transferência de créditos tributários reduz o custo efetivo aos clientes da cadeia de produção, influencia diretamente aformação de preços e se torna um fator decisivo na escolha de fornecedores. Outro benefício do Simples Híbrido é a possibilidade de exigir uma escrituração fiscal mais detalhada e sistemas mais adequados, o que gera mais segurança aos negócios.
Entre os setores que serão mais beneficiadas com o Simples Híbrido estão indústria, comércio atacadista, logística, agronegócio e provedores de serviços e soluções B2B, que tenham alto volume de compras tributadas.
O Simples Híbrido entra em vigor a partir de janeiro de 2027. Mas as empresas interessadas nos benefícios do novo modelo precisam fazer a migração já durante este mês de setembro, para ter recuperação de crédito no primeiro semestre do ano que vem. Mas haverá nova oportunidade para quem quiser fazer a mudança em março de 2027, para vigência no segundo semestre.
Para Rozante, a decisão entre permanecer no Simples Tradicional ou aderir ao modelo híbrido exigirá uma análise que vai além da carga tributária. Aspectos como perfil dos clientes, potencial de geração de créditos, custos operacionais, exigências regulatórias e estratégias de crescimento devem ser considerados antes da escolha.
Sobre a RZ3
A RZ3 é um ecossistema de empresas que atua de forma integrada para apoiar organizações na conexão entre estratégia e execução. O grupo reúne competências em finanças, governança, gestão, tecnologia e dados, com foco na implementação de soluções e geração de resultados. Com mais de 20 anos de experiência executiva de sua liderança, atende empresas em diferentes estágios, apoiando decisões críticas e processos de crescimento, transformação e expansão. Para mais informações, acesse: www.rz3.com.br



