Quando uma prefeitura investe em saneamento básico, ela normalmente não recebe o mesmo reconhecimento que obtém ao inaugurar uma grande obra visível. Afinal, as tubulações ficam debaixo da terra e, depois de concluídas, praticamente desaparecem da paisagem urbana.

Macaé vive exatamente esse desafio. Depois do município do Rio de Janeiro e de Niterói, a cidade figura entre as maiores referências do Estado do Rio de Janeiro em investimentos no setor, por meio de parcerias público-privadas que exigem elevados aportes financeiros do poder público.
À primeira vista, muitos cidadãos podem questionar se vale a pena destinar tantos recursos para obras que quase ninguém vê. A resposta é sim.
O saneamento é um investimento de longo prazo. Cada bairro atendido por coleta e tratamento de esgoto reduz a incidência de doenças, diminui a pressão sobre o sistema público de saúde, melhora a qualidade dos rios, lagoas e praias e aumenta a preservação ambiental.
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Os ganhos econômicos também são expressivos. Imóveis localizados em áreas saneadas tendem a se valorizar, empresas passam a enxergar melhores condições para investir, novos empreendimentos imobiliários são estimulados e o turismo se fortalece graças à melhoria da qualidade ambiental.
Além disso, organismos nacionais e internacionais utilizam indicadores de saneamento como critério para avaliar a qualidade de vida e o ambiente de negócios de um município. Cidades que investem hoje tornam-se mais competitivas para atrair indústrias, centros de distribuição, empreendimentos comerciais e novos moradores.
O retorno financeiro também acontece. Com menos doenças de veiculação hídrica, o município reduz gastos com saúde pública. A valorização imobiliária amplia a arrecadação de tributos, enquanto a expansão econômica gera empregos, renda e maior circulação de riquezas.
Em outras palavras, o saneamento não produz apenas redes de esgoto. Ele produz desenvolvimento.
Talvez seja justamente por isso que os maiores benefícios dessas obras não apareçam nas fotografias de inauguração, mas nos indicadores econômicos e sociais das próximas décadas. São investimentos silenciosos, porém capazes de construir uma cidade mais saudável, sustentável, valorizada e preparada para o futuro.
No caso de Macaé, essa estratégia pode representar um dos legados mais importantes para as próximas gerações: transformar a riqueza produzida pelo petróleo em infraestrutura permanente, elevando a qualidade de vida da população e consolidando o município como uma das cidades mais desenvolvidas do interior do Estado do Rio de Janeiro.




