Em 2025, o país registrou recorde histórico de empresas em recuperação judicial, impulsionado principalmente por juros altos, crédito caro, queda no consumo, aumento dos custos operacionais e endividamento acumulado desde a pandemiaO Brasil atravessa uma das maiores ondas de recuperação judicial, concordatas e reestruturações empresariais das últimas décadas.
Entre os casos mais conhecidos estão:
- Americanas — entrou em recuperação judicial após a descoberta de inconsistências contábeis bilionárias, afetando fornecedores, bancos e milhares de empregos.
- Oi — uma das maiores recuperações judiciais da história do país, agravada por dívidas gigantescas, concorrência forte e dificuldades de investimento no setor de telecomunicações. Em 2025, o grupo acabou tendo falência decretada pela Justiça.
- 123 Milhas — sofreu forte crise após problemas no modelo de emissão de passagens promocionais, cancelamentos e explosão de passivos financeiros.
- Bombril — afetada pela concorrência, custos financeiros e perda de competitividade.
- Dia — fechou centenas de lojas no país devido à baixa rentabilidade e reestruturação operacional.
- SouthRock — entrou em recuperação judicial por dificuldades financeiras, desaceleração econômica e aumento dos custos.
- Unigel — acumulou bilhões em dívidas diante da retração global do setor petroquímico e da concorrência internacional, principalmente asiática.
Além disso, grandes ondas de demissões ocorreram em setores como:
- tecnologia;
- varejo;
- construção civil;
- agronegócio;
- startups;
- telecomunicações;
- indústria petroquímica.
Os principais motivos apontados por especialistas são:
- Juros elevados (Selic alta)
O custo do crédito disparou e muitas empresas passaram a não conseguir refinanciar dívidas. - Consumo enfraquecido
A perda do poder de compra das famílias reduziu vendas em vários setores. - Pós-pandemia
Muitas empresas sobreviveram artificialmente durante a pandemia e carregaram dívidas elevadas para os anos seguintes. - Crédito mais seletivo
Os bancos endureceram concessões de empréstimos, principalmente para pequenas e médias empresas. - Custos operacionais elevados
Energia, logística, folha salarial, dólar alto e carga tributária pressionaram o caixa empresarial. - Mudança tecnológica e concorrência global
Empresas tradicionais perderam espaço para modelos digitais mais eficientes e para produtos importados mais baratos.
Os dados mais recentes mostram que o setor agropecuário passou a liderar os pedidos de recuperação judicial, seguido por serviços, comércio e indústria.
Apesar do cenário negativo, especialistas destacam que muitas empresas utilizam a recuperação judicial como tentativa de reorganização financeira para evitar o fechamento definitivo e preservar empregos.
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A explosão de demissões em massa, recuperações judiciais e falências no Brasil acende um alerta para a economia nacional. Empresas gigantes como Americanas, Oi, 123 Milhas e Bombril se tornaram símbolos de uma crise que vai muito além da má gestão.
O país enfrenta um cenário de juros elevados, crédito caro, consumo enfraquecido e aumento constante dos custos operacionais. Muitas empresas sobreviveram no pós-pandemia carregando dívidas gigantescas e agora enfrentam dificuldade para manter operações, investir e até pagar fornecedores.
Outro fator importante é a transformação tecnológica acelerada. Negócios tradicionais perderam competitividade diante de modelos digitais mais rápidos e eficientes, enquanto produtos importados pressionam ainda mais a indústria nacional.
O reflexo aparece no desemprego, na queda do poder de compra e na insegurança econômica das famílias brasileiras. E o impacto vai além das empresas: afeta cidades inteiras, arrecadação pública e a capacidade de geração de novos investimentos.
O Brasil vive hoje uma das maiores reestruturações econômicas das últimas décadas. E o grande desafio será equilibrar crédito, produtividade e confiança para evitar que essa onda continue avançando sobre o mercado nacional.




