Município lidera ranking nacional proporcional de geração de vagas e se consolida como referência em planejamento, qualificação profissional e diálogo com o setor produtivo
Macaé fecha o ano ocupando a primeira colocação nacional em geração proporcional de empregos, segundo os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Entre os 5.571 municípios brasileiros, a cidade fluminense lidera o ranking quando considerada a média de vagas criadas a cada mil habitantes, indicador que permite uma análise mais justa da dinâmica do mercado de trabalho local.
Para dimensionar o desempenho, um comparativo ilustra a força dos números: enquanto o município do Rio de Janeiro criou cerca de 40 mil vagas formais para uma população estimada em 7 milhões de habitantes, Macaé gerou aproximadamente 10 mil novos postos de trabalho para uma população em torno de 250 mil pessoas. Em termos proporcionais, o impacto é significativamente maior.
Mesmo em números absolutos, Macaé apresenta desempenho expressivo. O município ocupa a 21ª posição nacional, à frente de capitais como Florianópolis e Vitória, além de superar o desempenho total de estados inteiros, como o Amapá, evidenciando a relevância econômica da cidade no cenário brasileiro.
De acordo com os dados consolidados, Macaé alcançou a média de 27,3 empregos criados por mil habitantes, índice que a coloca à frente do Distrito Federal, que aparece na segunda posição, com 17,4.
Planejamento, qualificação e diálogo com a Petrobras
Em seu balanço de gestão, o prefeito Welberth Rezende atribuiu o resultado a um planejamento multissetorial, com foco na formação profissional, atração de investimentos e articulação direta com grandes players do setor de petróleo e gás.
Segundo o prefeito, um dos avanços mais relevantes foi o diálogo com a Petrobras para flexibilizar exigências que dificultavam o acesso de trabalhadores locais às vagas ofertadas por empresas contratadas pela estatal.
“Havia a exigência de dois anos de experiência para diversas funções, o que limitava o ingresso de novos profissionais. Conseguimos um modelo mais equilibrado, no qual parte das vagas permite acesso sem experiência prévia, enquanto outras mantêm o critério técnico, garantindo qualidade e segurança”, explicou Welberth.
Formação profissional como eixo estratégico
Outro pilar da estratégia foi o fortalecimento da qualificação da mão de obra local. Macaé passou a oferecer praticamente todos os cursos voltados ao setor offshore e às atividades industriais e comerciais, como caldeireiro, soldador, IRATA, entre outros, em parceria com instituições reconhecidas nacionalmente, como Senai, Senac e Sesi.
Um marco importante foi a oferta inédita, com recursos públicos municipais, dos cursos T-HUET (ou HILT) e CBSP (Salvatagem) — treinamentos obrigatórios para embarque no setor offshore. O pacote, que inclui simulações de evacuação de helicópteros submersos, sobrevivência no mar, combate a incêndios e primeiros socorros, costuma custar mais de R$ 2 mil por trabalhador no mercado privado.
Atualmente, mais de 6 mil vagas desses cursos estão sendo ofertadas gratuitamente pela Prefeitura de Macaé, ampliando o acesso da população local a oportunidades que antes eram restritas a quem tinha condições financeiras.
Desenvolvimento com inclusão
O resultado consolidado no CAGED reforça o posicionamento de Macaé como um hub nacional de energia, serviços e indústria, ao mesmo tempo em que demonstra que políticas públicas bem estruturadas podem transformar crescimento econômico em emprego, renda e inclusão social.

