sábado, março 7

Crise econômica, endividamento e juros altos freiam consumo e preocupam comerciantes fluminenses. Especialistas analisam o cenário e apontam tendências para a recuperação.

Queda nas vendas por segmento (RJ – 1º semestre de 2025)

SetorVariação %
Eletrodomésticos e Eletrônicos-6,5%
Moda e Vestuário-5,9%
Móveis e Decoração-4,8%
Material de Construção-6,2%
Livros e Papelaria-3,4%
Supermercados+0,5%
Farmácias+1,2%

Estados com maior queda nas vendas – 1º Semestre de 2025

Rio de Janeiro: -2,9%

São Paulo: -3,2%

Bahia: -3,6%

Rio Grande do Sul: -4,1%

Paraná: -2,4%

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Varejistas Fluminenses Sentem os Efeitos da Crise

Empresários do Estado do Rio relatam dificuldades para manter o fluxo de vendas diante da baixa no consumo e da concorrência digital. Em Rio das Ostras, o cenário tem sido particularmente desafiador.

“O movimento caiu visivelmente. Clientes entram na loja, olham, comparam online e não fecham. O poder de compra está mais baixo e o medo do endividamento aumentou,” relata Maria Saletto, proprietária da loja de produtos de beleza de Niterói.

Segundo ela, as vendas em maio e junho de 2025 foram 20% menores que no mesmo período de 2024, mesmo com promoções e facilidades de pagamento.

Em Campos dos Goytacazes, o setor de eletroeletrônicos também foi afetado:

“As pessoas estão evitando comprar parcelado. Nossos estoques giram mais lentamente e precisamos renegociar prazos com fornecedores”, explica Claudio Teixeira, gerente da rede local EletroMax.

 Especialistas explicam os motivos da queda

A economista e professora do Instituto Federal Fluminense (IFF), Dra. Carla Mendes, analisa que o momento exige cautela:

“As famílias estão comprometidas com dívidas acumuladas desde a pandemia. Mesmo com a inflação arrefecendo, o consumo não responde com a mesma velocidade. E o crédito ainda está caro.”

Ela também aponta um fenômeno de “consumo consciente” que se fortaleceu após a crise sanitária:

“O consumidor fluminense está mais seletivo. Compra menos, pesquisa mais e prioriza o essencial.”

O Que esperar dos próximos meses?

Apesar do cenário desafiador, há luz no fim do túnel. Especialistas apostam que a queda da Selic, atualmente em 9,75% ao ano, e o fortalecimento de campanhas promocionais como a Black Friday, podem reaquecer as vendas no segundo semestre.

“O setor precisa inovar e integrar canais. Experiência digital, atendimento personalizado e entrega rápida são diferenciais decisivos,” afirma Joana Lins, consultora em varejo digital da Firjan.

Tendências e expectativas para recuperação do varejo no Rio de Janeiro

  • Promoções agressivas e maior negociação com fornecedores
  • Campanhas integradas entre físico e online (omnichannel)
  • Redução dos juros até o final do ano (projeção Selic: 9,00%)
  • Investimento em programas de fidelidade e recompra
  • Reforço nas datas sazonais (Dia dos Pais, Black Friday, Natal)

O varejo fluminense enfrenta um momento delicado, reflexo direto do cenário macroeconômico nacional. A queda das vendas em lojas físicas e digitais expõe um novo comportamento do consumidor e exige das empresas mais estratégia, inovação e leitura de tendências. A expectativa é de que, com estímulos econômicos e mudanças na política de crédito, o setor possa reagir com mais força a partir do último trimestre de 2025.

Oportunidades

Para o consumidor é um momento de oportunidades, quando as lojas para manterem seu equilíbrio financeiro, criam promoções e condições de pagamento bem mais vantajosos,  como nas compras à vista, vale barganhar, negociar.

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