segunda-feira , 16 setembro 2019
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Startup de educação financeira fundada em 2018 conquista aporte

Tindin, uma startup de educação financeira fundada em 2018, atraiu a atenção do empreendedor Caíto Maia, fundador da rede de franquias de óculos e acessórios Chilli Beans, com mais de 800 pontos de venda no Brasil e no mundo, e jurado do reality show Shark Tank Brasil.  Tanto é que ele investiu R$ 176 mil na Tindin.

A pequena empresa, que tem sede em Maringá, no Paraná, é um misto de fintech (startup de finanças) e edtech (startup de educação). Seu aplicativo tem como objetivo desenvolver as capacidades de planejamento, negociação, poupança, investimento, consumo consciente e empreendedorismo em crianças e adolescentes.

Para isso, ao baixar o app gratuitamente, os pais definem o valor da mesada para transferência automática via cartão de crédito. Depois, os responsáveis pela criança personalizam e definem critérios, tarefas e recompensas para seus filhos e, por fim, a criança conquista sua mesada e a administra de forma digital e gamificada, escolhendo um objetivo material que adquire usando o valor que recebeu.

Agora, além do público entre 5 e 17 anos, a Tindin mira também o mercado B2B – escolas e treinamentos corporativos.

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O fundador da startup é Eduardo Schroeder. Formado em ciências da computação, ele diz que a ideia do negócio surgiu quando instituiu a mesada educativa para ensinar finanças para seu filho. Anos depois, o menino fez uma proposta que se transformaria no conceito por trás do negócio: “Ele disse, ‘pai, quero comprar seu cartão de crédito, porque lojas online não aceitam moedas’, pensei, uau, faz todo sentido!”.

Fintechs: cenário

E quando se fala em startups no setor financeiro o número de novas empresas cresce sem parar. Um levantamento feito pela PwC e ABFintechs (a associação do setor) mostrou que em 2011, 28 novas fintechs surgiram no mercado brasileiro. Já em 2012, foram 41. E em 2016 o número saltou para 176 e em 2017 alcançou 219.

Apesar do elevado número de novas fintechs, nem todas conseguem decolar. De acordo com o estudo, divulgado no fim de 2018, 58% ainda não tinham atingido o break-even (ponto em que começam a dar lucro) e cerca de dois terços faturaram menos de R$ 1 milhão em 2017. De todas as fintechs criadas desde 2011, cerca de metade já não existem mais.

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A dificuldade em conseguir capital ainda é grande e 41% das participantes do estudo não receberam investimentos. “No Brasil, o capital de risco é escasso e, como a oferta de investimento não é aquecida, as negociações demoram. Pode levar até 15 meses para o empreendedor ter acesso aos recursos. Nesse tempo, há startups que morrem tentando captar investimento”, diz Rodrigo Soeiro, presidente da ABFintechs.

Mais da metade das fintechs brasileiras, no entanto, dizem ter recebido aportes que ficaram concentrados nas faixas abaixo de R$ 1 milhão (40%) e entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões (29%).

Há uma série de exemplos de quem conseguiu decolar no Brasil, como NubankCreditas e o GuiaBolso.

Ainda de acordo com o levantamento, 21% das fintechs faturaram entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões em 2017 e 12%, acima de R$ 10 milhões.

Especialistas do setor dizem que o cenário é de oportunidades. “As condições atuais do mercado, com forte concentração, spread bancário elevado, aumento de tarifas de serviços e a perspectiva de modernização regulatória, associada a uma grande parcela da população ainda sem acesso a serviços financeiros, tornam o Brasil especialmente atraente para o investimento em fintechs que ofereçam soluções inovadoras”, diz o estudo da PwC e ABFintechs.

Fonte: Unicamp Notícias

 

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