terça-feira , 18 fevereiro 2020
Home / Empresas & Negócios / Equinor planeja poços de alto impacto no Brasil

Equinor planeja poços de alto impacto no Brasil

País receberá 10% dos investimentos da petroleira norueguesa nos próximos dois anos

A Equinor planeja perfurar cinco poços exploratórios de alto impacto no Brasil nos próximos dois anos, afirmou, na última quinta-feira (6/2), o vice-presidente e diretor Financeiro da companhia, Lars Christian Bacher, durante teleconferência com analistas.

Os poços de alto impacto são aqueles que têm potencial para encontrar grandes descobertas, acima de 100 milhões de barris de petróleo ou cerca de 300 milhões de m³ de gás natural.

Ao todo, a petroleira destinará cerca de 10% de seu capex em 2020 e 2021 ao país, onde pretende produzir, até 2030, um volume entre 300 mil bopd e 500 mil bopd.

Ainda este ano, a Equinor pretende submeter à ANP o plano da primeira fase desenvolvimento do campo de Bacalhau, resultante da descoberta de Carcará, cujo primeiro óleo está previsto para 2023/2024. Além disso, será iniciada a segunda fase do campo de Peregrino, na Bacia de Campos.

Para 2023 está prevista a primeira fase dos poços com recuperação avançada de petróleo (EOR) no campo de Roncador, também em Campos. Três anos depois, será a vez do projeto de Pão de Açúcar, na mesma bacia, começar a produzir.

A Equinor possui participação em 16 ativos exploratórios no país, em seis deles como operadora: C-M-539 (35%), em Campos; ES-M-598 (40%), ES-M-671 (35%), ES-M-673 (40%) e ES-M-743 (35%), na Bacia do Espírito Santo; e o BM-S-8 (46,5%), em Santos.

Publicidade

Transição energética

A petroleira escandinava anunciou que planeja reduzir em pelo menos 50% suas emissões líquidas de carbono até 2050. Em paralelo, pretende ampliar sua capacidade de energia renovável em dez vezes até 2026, tornando-se uma major em energia eólica offshore. A companhia deseja alcançar operações globais neutras em carbono até 2030.

“A direção estratégica da Equinor é clara. Estamos nos desenvolvendo como uma empresa de energia ampla, aproveitando as fortes sinergias entre petróleo, gás, fontes renováveis, CCUS e hidrogênio”, declarou, em nota, o presidente e CEO da companhia, Eldar Sætre.

A petroleira pretende reduzir a intensidade de carbono de sua produção global de óleo e gás para 8 kg por barril de óleo equivalente até 2025. Atualmente, a média global é de 18 kg por barril, segundo relatório de 2018 da Associação Internacional de Produtores de Óleo e Gás (IOGP, na sigla em inglês).

Fonte: ABESPetro

Veja Também

União levantou R$ 29,5 bi em janeiro com desestatizações

A União levantou R$ 29,5 bilhões em desestatizações apenas em janeiro, informou, hoje (14), o ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *