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Empresas de tecnologia e saúde criam certificado digital internacional de vacinação


Iniciativa reúne Mayo Clinic, Microsoft, Oracle e outras renomadas organizações | 19 Fev, 2021

A pandemia de COVID-19 une expertises diversas em prol de uma causa. Dessa vez, gigantes da tecnologia e organizações de saúde se uniram para criar um certificado digital de vacinação.

A iniciativa reúne a Mayo Clinic, renomada organização de saúde de origem americana, e empresas como Microsoft, Oracle e Salesforce. Outro membro de peso é o The Commons Project, uma organização sem fins lucrativos apoiada pela Fundação Rockefeller, cuja missão é “construir serviços digitais para o bem comum”, segundo anuncia em seu site.

O objetivo do grupo é produzir uma espécie de passaporte digital de vacinação, que seria aceito no mundo todo. O documento obedeceria a um padrão internacional e poderia ser requisitado para entrada em locais com maior aglomeração de pessoas, como escritórios, aviões ou para ingressar nos países. Como consequência, a carteira digital contribuiria para a retomada da “vida normal”: trabalho, escola, viagens, eventos.

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Esse registro digital de vacinação seria armazenado em uma carteira dentro dos smartphones. Já imaginou viajar com seu passaporte vacinal no telefone? O projeto foi anunciado em janeiro de 2021 e caminha em ritmo acelerado, embora ainda não tenha sido anunciada uma data para ficar pronto.

Segundo previsão da consultoria britânica Airfinity, até outubro de 2021 apenas 20% da população brasileira estará vacinada. O estudo foi realizado em dezembro de 2020 e considerou acordos do Brasil com Oxford, participação na Covax e parceria entre Butantan e Sinovac. O levantamento indica também que, em dezembro de 2022, o Brasil terá distribuíudo vacinas para 67% de sua população. Essa é a taxa considerada como mínima para conter, de maneira significativa, a transmissão da COVID-19.

Outra pesquisa, dessa vez da revista britânica The Economist, aponta que as populações das duas maiores potências mundiais de produção de vacinas, China e Índia, podem não ser totalmente vacinadas até o final de 2022.

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