quinta-feira , 13 dezembro 2018
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Dólar continua em queda, mas tendência pode mudar por conta de disputas entre China e EUA

 

O dólar terminou novamente em queda nesta quarta-feira, pela segunda sessão consecutiva, sustentada pela nova atuação do Banco Central no mercado cambial e pelo discurso do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, com indícios de que o ciclo de alta dos juros nos Estados Unidos pode ser mais suave.

O dólar recuou 0,93 por cento, a 3,8408 reais na venda, depois de tocar a mínima de 3,8319 reais. Nestes dois pregões de baixa, ficou 1,96 por cento mais barato. O dólar futuro caía cerca de 0,90 por cento.
“O mercado interpretou o discurso de Powell como dovish. Ele deu indicação de que o Fed pode maneirar no aumento dos juros”, resumiu o gestor da Elite Corretora Hersz Ferman.

O mercado vem esperando mais 5 altas de juros até o início de 2020, uma em dezembro, três no ano que vem e a derradeira no começo do ano seguinte.

Mas essa trajetória pode mudar, sobretudo se as previsões de desaceleração econômica global se confirmarem em meio à guerra comercial travada entre os Estados Unidos e outros parceiros, sobretudo a China.
Após o discurso do chefe do banco central dos EUA, os rendimentos dos Treasuries de dois anos US2YT=RR, que também refletem expectativas de altas de juros dos operadores, caíram e títulos de mais longo prazo também sugeriram expectativas menores de aperto monetário adicional nos EUA depois de dezembro.

Depois de Powell, os investidores vão acompanhar a divulgação da ata do Federal Reserve, no dia seguinte, para reforçar ou não essa visão de suavidade na trajetória de política monetária.
Vale destacar, no entanto, que o documento refere-se ao encontro de 7-8 de novembro, ou seja, pode ser relativizado quando vier a público, tendo em vista o discurso desta quarta-feira de Powell e a alta volatilidade dos mercados nas últimas semanas.

No exterior, o dólar firmou queda ante a cesta de moedas após a fala do chair do Fed e também recuava ante as divisas de países emergentes, como o peso mexicano, numa trajetória que era influenciada até então pela perspectiva de que o encontro entre Donald Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, no G20, no final de semana, pode terminar com um acordo comercial entre as partes.
Internamente, também influenciou no recuo do dólar ante o real já desde o começo da sessão a nova atuação do Banco Central no mercado de câmbio, com a segunda oferta de linha nesta semana –venda de dólares com compromisso de recompra.

Nesta quarta-feira, a autoridade monetária vendeu 1 bilhão de dólares, o dobro do comercializado na véspera, numa estratégia para dar liquidez ao mercado no final do ano, período em que tradicionalmente mais recursos são remetidos pelas empresas ao exterior.

“Leilão de linha e exterior estão garantindo a queda do dólar, mas acho que o leilão aqui pesa mais. O BC está dando liquidez para o mercado nessa época de saída. A tendência é o dólar dar uma estabilizada ao redor de 3,70 reais até o final do ano”, disse mais cedo o gerente de câmbio da corretora Ourominas, Mauriciano Cavalcanti.

“Se o dólar voltar para um patamar mais ‘normal’, o BC pode interromper esses leilões. Caso

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