domingo , 19 janeiro 2020
Home / Carreira / Ciee: vagas para estagiários e aprendizes crescem de janeiro a outubro

Ciee: vagas para estagiários e aprendizes crescem de janeiro a outubro

De janeiro a outubro houve aumento de 3,7% do número de vagas

As vagas de estágio e aprendizagem tiveram aumento de 3,7% entre janeiro e outubro de 2019 ante o mesmo período do ano passado, com a abertura 343 mil vagas, de acordo com dados divulgados ontem (27) pelo Centro Integração Empresa-Escola (CIEE). Atualmente são atendidos pela entidade 310 mil estagiários e aprendizes em 20 estados do país. O tempo para preenchimento das vagas foi de 12 dias para os aprendizes e 10 a 14 dias para os estagiários.

As expectativas são as de que o CIEE feche o ano com crescimento de 15 mil vagas, o que corresponde a um aumento de 4%. Para o ano de 2020 a estimativa é a de que só no primeiro trimestre estejam abertas 85 mil vagas para aprendizes e estagiários.

Considerando todos os segmentos de contratação (público e privado) as vagas mais procuradas para estágio entre os estudantes de nível superior foram para os cursos de Direito, seguidas de Pedagogia, Administração, Ciências Contábeis, Engenharia Civil e Ciências da Computação. Já para os estudantes de nível técnico a lista é liderada pelo curso de Administração, Enfermagem, Informática, Segurança do Trabalho e Eletrotécnica.

Publicidade

Segundo o superintendente nacional de operações do CIEE, Marcelo Gallo, é preciso que o estudante fique atento no período de férias, que, ao contrário do que se pensa, é um dos momentos em que as buscas por estagiários são mais intensas. “Esse é um período bastante interessante para quem está procurando sua inserção no mercado de trabalho. Um recado que deixamos é que o estudante não deixe de nos procurar nesse período, porque este é um momento em que ofertamos vagas novas, de reposição, de empresas que efetivaram seus estagiários”.

O superintendente geral do CIEE, Humberto Casagrande Neto, considerou que o ano de 2019 foi bom para a contratação de estagiários e aprendizes. “Tivemos um crescimento e estamos otimistas para o ano que vem, porque a economia dá sinais de reação. No campo dos aprendizes nosso objetivo é fazer crescer o cumprimento da lei. Hoje deveríamos ter em torno de 1 milhão de aprendizes e temos só 500 mil. Ou seja 50% das empresas cumprem a lei”, disse.

Mesmo assim, Casagrande considera que a Lei da Aprendizagem é adequada, porém poderia ser melhorada com a implantação de algumas medidas administrativas, que elevariam esse índice a 75% de adesão das empresas. “É uma lei que tem 20 anos de atuação, acumulou uma experiência muito grande, e é muito efetiva, apostando na formação de cidadãos que vão aprender o trabalho de forma mais profunda dentro da empresa. Apostamos muito no mercado da aprendizagem, porque entendemos que esse pode ser um grande caminho para tratar o tema”.

Publicidade

A Lei da Aprendizagem, sancionada em 2000, determina que uma cota entre 5% e 15% das vagas das companhias consideradas de médio e grande porte sejam destinadas para jovens entre 14 a 24 anos incompletos, desde que seja estudante dos ensinos fundamental, médio, técnico ou formado.

Segundo Casagrande, medidas como a permissão do trabalho nos finais de semana que melhorariam o equilíbrio do tempo entre atividade prática e teórica e a exigência de que fornecedores do serviço público cumpram a lei e contratem aprendizes, já foram levadas ao governo e a entidade espera uma resposta. Para ele, o importante é tornar a contratação de aprendizes interessante para as empresas.

“Estamos mostrando para as empresas que isso não é uma obrigação, mas é um instrumento de recursos humanos importante para a empresa. Essas medidas vêm nessa direção. Nós vamos resolver o problema do emprego dos jovens moldando essas pessoas com a necessidade das empresas e da economia”.

Com relação ao estágio, Casagrande avaliou que a situação é semelhante, com as empresas cada vez mais interessadas em contratar jovens, porque isso as ajuda a falar a linguagem, a entenderem o estilo de vida, o comportamento e o modo de enxergar o mundo desse público, que é seu novo consumidor. “Nos estágios trabalhamos com o setor público e privado, formando esse exército de estagiários com destaque para o curso de direito que tem 50 mil estagiários cadastrados”, pontuou.

Veja Também

Pesquisa mostra queda global da produtividade no mundo do trabalho, mas também aponta caminhos para as empresas saírem do trabalho para os super trabalhos

Pela primeira vez, o futuro do trabalho foi tratado como um bloco temático separado na ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *