segunda-feira , 24 junho 2019
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Aneel aprova reajuste médio de 8,73% para consumidores da Cemig

Lâmpadas incandescentes devem ser retiradas do mercado brasileiro até 2016 (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Para clientes residenciais, impacto na conta de luz será de 6,93%

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem (21) reajuste tarifário médio de 8,73% para os consumidores da Cemig Distribuição S/A (Cemig-D). O efeito médio será de 10,71% para os consumidores atendidos em alta tensão e de 7,89% para os de baixa tensão. Para os consumidores residenciais o reajuste será de 6,93%. A distribuidora fornece energia para 8,4 milhões de unidades consumidoras localizadas em 774 municípios no Estado de Minas Gerais. Os novos índices entram em vigor a partir do próximo dia 28.

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Com o reajuste anual, a tarifa residencial da empresa ficará em R$ 628,33/MWh (megawatts hora). De acordo com a Aneel, ao calcular o reajuste, conforme estabelecido no contrato de concessão, foi considerada a variação de custos associados à prestação do serviço. “O cálculo leva em conta a aquisição e a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais. O reajuste da Cemig foi impactado pelo aumento dos custos de aquisição de energia, como por exemplo, da Usina Hidrelétrica de Itaipu que é precificada em dólar”, disse a agência.

Pará

Na reunião desta terça-feira, a Aneel também aprovou a realização de audiência pública para discutir o reajuste tarifário da Centrais Elétricas do Pará (Celpa). A concessionária atende 2,6 milhões de unidades consumidoras localizadas em 144 municípios do Pará.

“A revisão tarifária está prevista nos contratos de concessão e tem por objetivo obter o equilíbrio das tarifas com base na remuneração dos investimentos das empresas voltados para a prestação dos serviços de distribuição e a cobertura de despesas efetivamente reconhecidas pela Aneel”, disse a agência.

Na revisão da Celpa, a Aneel está propondo o reajuste médio de 3,16%, com impacto de 5,91% para os consumidores residenciais. Para os consumidores atendidos na baixa tensão, o efeito médio proposto é de 6,3%, Já para os consumidores atendidos na alta tensão, caso das indústrias, o impacto proposto é negativo com uma redução de 6,56%.

A reunião presencial para discutir os valores foi marcada para o dia 14 de junho, em Belém (PA), em local e horário a serem disponibilizados posteriormente. Já os valores definitivos serão aprovados no início de agosto para entrarem em vigor a partir de 7 do mesmo mês, após a análise das contribuições da presente audiência.

 

Fonte: Agência Brasil

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