Certificação de alunos em Empreendedorismo em Mídias Sociais Digitais reforça potencial da integração entre universidades, institutos de ensino, poder público e mercado para estimular novos negócios
O fortalecimento de Macaé como polo universitário pode representar muito mais do que a ampliação do acesso ao ensino superior e à formação profissional. A presença de instituições de ensino na cidade cria também um ambiente estratégico para estimular o empreendedorismo entre jovens e adultos, aproximando conhecimento, tecnologia, inovação e oportunidades de geração de renda.
Um exemplo dessa integração aconteceu nesta quinta-feira (24), durante a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do curso “Empreendedorismo em Mídias Sociais Digitais – EJA EPT”, realizada no auditório do Instituto Federal Fluminense (IFF) – Campus Macaé, em Imboassica.
A iniciativa é resultado da parceria entre a Prefeitura de Macaé, por meio da Secretaria Municipal de Educação, e o IFF – Campus Macaé. A formação integra as ações da Educação de Jovens e Adultos articulada à Educação Profissional e Tecnológica (EJA EPT), combinando escolarização, capacitação profissional e preparação para novas possibilidades de inserção econômica.
Conhecimento que pode virar negócio
A escolha do empreendedorismo associado às mídias sociais digitais ganha relevância diante das transformações do mercado de trabalho. Pequenos negócios, profissionais autônomos e prestadores de serviços dependem cada vez mais das plataformas digitais para divulgação, relacionamento com clientes, comercialização e construção de suas marcas.
Para os estudantes, portanto, o conhecimento adquirido pode ser aplicado tanto na busca por uma colocação profissional quanto na criação de atividades próprias de geração de renda.
Durante a cerimônia, o secretário executivo de Educação Básica, Adalmir Cardoso Ribeiro Filho, participou da mesa de abertura e da entrega dos certificados.
“A certificação representa mais uma etapa na trajetória dos alunos e evidencia o compromisso da rede municipal de ensino com a oferta de oportunidades de aprendizagem, qualificação e inclusão produtiva para jovens e adultos”, afirmou Adalmir.
Polo universitário pode ser indutor do empreendedorismo
A experiência também chama atenção para um ativo importante de Macaé: sua estrutura de ensino superior, técnico e profissionalizante.
O município reúne instituições públicas e privadas e recebe estudantes de diferentes localidades, formando um contingente de jovens e profissionais que pode contribuir para a diversificação econômica da cidade. Esse capital humano ganha ainda mais importância em uma economia historicamente marcada pela indústria de petróleo e gás, mas que busca ampliar atividades em setores como tecnologia, serviços, turismo, energia, economia criativa e comércio.
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Nesse cenário, universidades e institutos de ensino podem exercer papel que ultrapassa a formação acadêmica tradicional. Incubadoras, empresas juniores, laboratórios de inovação, programas de extensão, mentorias, competições de startups e aproximação com empresários e investidores são instrumentos capazes de estimular estudantes a transformar conhecimento em produtos, serviços e empresas.
O desafio passa a ser construir uma ponte cada vez mais estruturada entre sala de aula, mercado e empreendedorismo.
Estudante também pode ser gerador de oportunidades
A formação empreendedora muda ainda uma lógica tradicional: o estudante não precisa concluir sua qualificação pensando exclusivamente em procurar uma vaga de emprego. Dependendo de sua área e de suas condições, pode também desenvolver uma atividade profissional própria, prestar serviços, criar uma startup ou estruturar um pequeno negócio.
Em áreas digitais, essa possibilidade ganha escala porque muitos empreendimentos podem começar com estruturas relativamente enxutas. Gestão de redes sociais, produção de conteúdo, marketing digital, design, comércio eletrônico, audiovisual e serviços especializados são exemplos de atividades que podem ser desenvolvidas a partir de competências adquiridas durante a formação.
Para uma cidade com a dimensão econômica de Macaé, incentivar esse movimento significa também criar condições para que parte do conhecimento produzido localmente permaneça no município e seja convertido em novos negócios, empregos e renda.
Integração pode fortalecer economia local
A parceria entre a Prefeitura e o IFF demonstra como a articulação institucional pode ampliar as possibilidades de formação profissional. O passo seguinte é fortalecer um ecossistema no qual poder público, universidades, escolas técnicas, empresas, entidades empresariais e instituições de apoio ao empreendedorismo atuem de maneira integrada.
Quanto maior essa conexão, maiores são as possibilidades de identificar talentos ainda dentro das instituições de ensino e oferecer orientação para que boas ideias possam chegar ao mercado.
Mais do que entregar certificados, iniciativas dessa natureza colocam em discussão uma estratégia de desenvolvimento econômico: transformar Macaé não apenas em uma cidade que forma profissionais, mas também em uma cidade que estimula seus estudantes a criar empresas, desenvolver soluções e gerar novas oportunidades.

