Com participação de lideranças de Eurofarma, Vitru, Léo Madeiras, Claro e AB InBev, o evento destacou desafios, cases e práticas para gerar valor com IA
A Go Enablers e a Zaia promoveram o Agentic Summit, encontro que reuniu executivos de grandes corporações para uma imersão sobre os aprendizados de 2025 e as prioridades estratégicas para acelerar a maturidade em inteligência artificial generativa ao longo de 2026, no Centro de Convenções da FAAP, em São Paulo.
Diferentemente do debate comum sobre tendências, o Summit se concentrou no que as empresas de fato estão aprendendo com seus projetos, incluindo avanços, obstáculos, decisões difíceis e ajustes necessários para transformar iniciativas de IA em resultados concretos. As discussões mostraram que o setor corporativo vive um novo momento: a transição dos pilotos e provas de conceito para aplicações integradas ao fluxo real das operações.
Painéis e debates destacaram como diferentes organizações têm enfrentado desafios estruturais, como governança de dados, priorização de iniciativas, mensuração de impacto e letramento das equipes. Também surgiu como ponto recorrente a necessidade de abandonar projetos que não geram retorno e focar na resolução de problemas essenciais, com mais clareza de objetivos, cadência de revisão e alinhamento entre áreas técnicas e de negócio.
Entre os cases apresentados, executivos de empresas como Eurofarma, Vitru Educação e Léo Madeiras compartilharam experiências de implantação de sistemas de IA em processos altamente regulados, operações de grande escala e fluxos críticos do negócio, gerando ganhos de eficiência, modernização de rotinas e novos modelos de trabalho. Todos os exemplos reforçaram o mesmo movimento: IA só entrega valor quando está inserida em processos bem estruturados, com governança clara e participação ativa das áreas responsáveis.
A Vitru Educação, através da Go Enablers, teve uma transformação em duas etapas. A primeira envolveu agentes inteligentes para apoiar os quase três mil polos parceiros da empresa, reduzindo significativamente o tempo de atendimento e reposicionando colaboradores para funções de curadoria. Na segunda fase, um piloto voltado à jornada inicial de matrícula ampliou a conversão de novos alunos, reforçando a importância de envolver as áreas de negócio como responsáveis diretas pela evolução das soluções.
No varejo B2B, a Léo Madeiras revisitou um algoritmo de precificação desenvolvido anos antes e esquecido com o tempo. Ao modernizar o modelo e integrá-lo ao data lake corporativo, a companhia voltou a obter ganhos imediatos de margem. O case destacou um ponto repetido ao longo do Summit: antes de buscar tecnologias sofisticadas, é essencial revisitar problemas reais e entender o que precisa ser resolvido no dia a dia das operações.
Participaram das discussões Erica Menezes (Eurofarma), Alessandra Reis (Vitru Educação), Gustavo Bodra (StartSe), Celso Bueno (Léo Madeiras), Sergio Gaiotto (Claro Brasil), Tatiana Oliveira (AI Brasil), Fabiana Fagundes (FM/Derraik) e Felipe Ribbe (AB InBev). A mediação ficou por conta de Daniel Ramos (InovaBra), Déborah Oliveira (IT Forum) e Anaísa Catucci, (Canaltech).
Além dos painéis, o Summit contou entregas práticas direcionadas aos participantes: com a apresentação de um framework proprietário de implementação AI-centric, com diretrizes para quem busca acelerar maturidade e capturar resultados e também um workshop para criação de agentics através da Zaia, framework “Zaia Endless” para desenvolvedores e stakeholders de negócios criarem agentics em conjunto, demonstrando, na prática, como agentes podem ser desenhados e priorizados de acordo com problemas reais das corporações.
O encontro buscou garantir discussões profundas, troca qualificada entre pares e um ambiente seguro para que executivos compartilhassem desafios e aprendizados reais.

