Quando se fala em investimento, os ativos mais lembrados são dólar, imóveis, ouro e, nos últimos anos, as criptomoedas. Mas há um mercado menos óbvio, ainda pouco explorado fora dos círculos de colecionadores, que une tradição, exclusividade e valorização de longo prazo, que são os tapetes persas.
Assim como uma obra de arte assinada por um grande pintor, um tapete persa feito à mão é uma peça única. Tecidos com técnicas milenares, transmitidas de geração em geração, esses itens são vistos não apenas como objetos de decoração, mas como verdadeiras reservas de valor.
“São bens tangíveis, de baixa volatilidade e alta escassez. Quanto mais raro e antigo, maior tende a ser sua valorização, especialmente aqueles produzidos em regiões renomadas como Tabriz, Isfahan e Kashan.”, explica Alexandre Rodrigues, fundador da Chão Persa Raridades e especialista em mercado de luxo e decoração.
Mercado bilionário e leilões milionários
A Sotheby’s de Nova York leiloou, em 2013, um tapete persa Clark Sickle-Leaf, do século XVII, por US$ 33,7 milhões (o equivalente a R$179,6 milhões), recorde mundial até hoje. Outras peças raras já ultrapassaram a marca de US$ 5 milhões em casas de leilão internacionais.
Embora nem todo exemplar atinja cifras tão altas, o movimento do setor mostra consistência. Em leilões internacionais, a valorização média de tapetes raros ficou entre 25% e 30% nos últimos cinco anos, superando o desempenho do dólar no mesmo período, que girou em torno de 15%.
Quanto custa hoje
No mercado internacional, tapetes persas de qualidade podem ser adquiridos por valores que variam de US$ 10 mil a US$ 200 mil, dependendo da origem, da complexidade do desenho e do estado de conservação. No Brasil, bons exemplares já são negociados entre R$ 20 mil e R$ 400 mil.
Para investidores, a vantagem está na combinação de sofisticação estética com potencial de preservação do capital. Em outras palavras, além de compor ambientes elegantes, essas peças podem se transformar em um legado financeiro e cultural.
“O tapete persa é um ativo que une tradição, arte e patrimônio. É algo que se transmite de geração em geração mantendo e, muitas vezes ampliando, seu valor ao longo do tempo”, acrescenta Rodrigues.
O investimento menos óbvio
Se as moedas digitais atraem pela inovação e o dólar pela estabilidade, os tapetes persas oferecem uma terceira via: a de um bem tangível, carregado de história, que resiste à passagem do tempo.
Para quem busca diversificar investimentos, a peça que cobre o chão da sala pode, discretamente, se transformar em um ativo tão valioso quanto um quadro, uma moeda forte ou até um NFT.
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