Rodrigo Giraldelli, CEO da China Gate, destaca a importância do planejamento logístico para manter a competitividade no comércio internacional.
A Black Friday desse ano cairá no dia 28 de novembro e, para a grande maioria da população, pode parecer distante. Entretanto, para os varejistas que dependem de importação para abastecer seus estoques, o momento de agir é agora. De acordo com a Cielo, a Black Friday de 2024 apresentou crescimento de 17,1% nas vendas presenciais e 8,9% no e-commerce, em comparação ao ano anterior, se consolidando como um dos momentos mais fortes para o comércio no país. Diante desse cenário, empresários que importam produtos precisam estar atentos ao calendário logístico do comércio exterior para não perder datas estratégicas de vendas no mercado interno.

Rodrigo Giraldelli, especialista em comércio exterior e CEO da China Gate, explica que o processo logístico da importação requer prazos bem definidos. “O ponto ideal de compra é de quatro a cinco meses antes da data comemorativa. O fornecedor leva cerca de 30 dias para despachar o produto, o transporte marítimo consome mais 45 dias e a liberação no Brasil pode levar até 15 dias”, detalha.
Além do tempo de entrega, ainda é necessário considerar a armazenagem e distribuição interna dos produtos. Por isso, quem pretende vender na Black Friday precisa agir com antecedência. Para o e-commerce, julho é o mês decisivo. Já os atacadistas, que dependem do repasse ao varejo, deveriam ter feito os pedidos até junho.

O especialista pontua também que o frete marítimo passa por oscilações ao longo do ano, geralmente influenciado pela demanda global por mercadorias. Nos meses que antecedem grandes datas do varejo, como a Black Friday, os preços tendem a atingir os maiores patamares, já que há um volume expressivo de cargas sendo exportadas da China para abastecer mercados ao redor do mundo.
Giraldelli pontua que se planejar com antecedência garante espaço em navios a preços mais competitivos e complementa destacando algumas estratégias:
Negociar prazos e volumes com fornecedores e transportadoras, buscando condições mais flexíveis;
Diversificar rotas e modais de transporte, avaliando opções como o transporte aéreo ou rodoviário, sempre que viáveis;
Otimizar a cadeia logística, reduzindo custos operacionais com processos mais eficientes;
Monitorar o cenário global e as cotações de frete, a fim de reagir rapidamente a variações repentinas.

Importação Digital, serviço de containers compartilhados.
Outro ponto importante é garantir que todos os custos, incluindo o frete, sejam considerados na precificação dos produtos e devidamente repassados ao consumidor. O preço do transporte internacional pode mudar repentinamente por conta de conflitos ou decisões políticas. Por isso, monitorar o cenário global e agir com estratégia é essencial para manter a competitividade.
“Importar com eficiência depende de estratégia e previsibilidade. Quem se antecipa, sai na frente”, finaliza Giraldelli.
Sobre Rodrigo Giraldelli, da China Gate:
Rodrigo Giraldelli, da China Gate, é formado em Administração de Empresas e Economia. O paranaense é um dos pioneiros na importação de produtos da China para o Brasil. CEO da China Gate, empresa especializada em consultoria e educação sobre importação, Rodrigo auxilia comerciantes que desejam ampliar sua margem de lucro com produtos do país asiático. Além da consultoria, Rodrigo também ministra cursos on-line para ensinar empreendedores sobre o ofício. Com profundo conhecimento em marketing digital, Giraldelli publica, semanalmente, conteúdos nas redes sociais (@chinagatebrasil) e em seu canal do YouTube sobre importação.



